Adriana Bernardino

Estilista formada pela Faculdade Santa Marcelina com ênfase em ilustração/design têxtil e pós-graduada em Direção de Criação de Moda pela FAAP.

Atuei como designer de superfícies em marcas renomadas, adquirindo experiência em criação, produção e acompanhamento dos processos.
Abri o Estúdio Abelha para atender mais clientes e encarar novos desafios e briefings diferenciados, dentre eles Hering, C&A, Iódice, Carmim, Forum, Fashion Up, Mob, Sandálias Ipanema, Bobinex, além de colaborar como designer para o bureau de tendências internacional, a revista Texitura.

Com o atendimento a empresas consolidado, comecei a desenvolver estampas e produtos autorais, desenvolver pesquisas e ministrar cursos sobre a área.

O Estúdio ABelha para empresas

Inicialmente o Estúdio Abelha tem como foco principal o desenvolvimento de estampas exclusivas para empresas de moda e decoração que tragam conteúdo e informação através da narrativa do desenho.
Além das tendências de moda, o objetivo é agregar valor ao produto através de uma estampa com significado e “alma”, tentando traduzir o “dna” da marca em traços.

Procuro trabalhar de uma maneira diferente dos convencionais studios de estampas, levando conceito, pesquisa e um atendimento dedicado para a criação de cada arte. Acredito que esta forma fará com que o cliente crie um vínculo com o produto final, observando os detalhes e caminhos da arte.

A loja Estúdio ABelha para pessoas

O meu envolvimento com a produção consciente e os questionamentos da minha função como designer me levou até a criação da marca autoral e ateliê Estúdio ABelha.

A loja  é o meu espaço para contar histórias, experimentar processos, criar desejos. Esse projeto me aproximou das pessoas, da produção e consumo consciente.

Desenho histórias inspiradas em livros, filmes, artistas e aos poucos os produtos vão surgindo para complementar essas histórias estampadas, como se fosse um livro ganhando novas páginas.

Toda coleção tem um estudo de temas e contos relacionados com arte, literatura, cinema, música ou qualquer inspiração que nos faça criar um novo mundo, com personagens e situações divertidas.

Desenvolvemos a estampa e depois é o momento de contar essa história em produtos, é quando desmontamos essa mesma estampa e encaixamos artesanalmente no formato exato de cada produto.

Ou seja, o trabalho tem continuidade, cada produto é um trecho da história.

Buscamos desenvolver preciosidades, para que nosso consumidor tenha orgulho do produto adquirido não por status, mas pela alma que ele carrega e por ser um produto que pode ensinar algo.

Cursos de Estamparia Narrativa

Atualmente iniciei também parcerias para elaboração de cursos e workshops sobre processo criativo e estamparia, sempre procurando temas e objetivos diferentes para despertar a criatividade.

Assim como a missão do estúdio, procuro elaborar oficinas e cursos menos técnicos e profissionalizantes e mais libertadores: criativos, de exploração e inovação na criação de estampa.

Mantenho parceria com o Pixel Show, da revista Zupi e com o Sesc.

A partir de 2017, professora do 5o semetre em Desenho de Moda na Faculdade Santa Marcelina- FASM para a matéria Estamparia.

Adriana is a fashion designer with a BA from the College of Santa Marcelina Sao Paulo (Brazil), specialization in textile design and illustration, and a MA in Fashion Creative Management from FAAP (Fundação Armando Alvares Penteado.)

After her studies, she founded her own pattern design studio, Abelha, its concept revolving around the “soul” of each collection, creating products that connect emotionally with customers. Under this name, she has worked for clients such as Hering, C & A, Iódice, Carmim, Forum, Fashion Up or the sandals brand Ipanema.

Adriana reveals to have found her way between fashion and design, and claims to be aware of the distinction between one and the other being about details, which are precisely what guides her life, “colors, flowers and love.

Contato

Email: contato@estudioabelha.com.br

 

Missão

Quem trabalha na área, moda principalmente, conhece bem os estúdios de estampas (italianos, franceses, londrinos, brasileiros) que apresentam 500 bandeiras de uma só vez, uma atrás da outra, com estampas lindas, separadas por tendências e coleções.
Explico aqui que este não é o Estúdio ABelha.
Não trabalho desta forma, e por um bom tempo eu achava que era por ser uma dificuldade minha, uma grande falha no meu trabalho.
Mas com o tempo, a experiência e com as trocas compartilhadas nesse caminho, acredito que consegui verbalizar o meu sentimento de uma nova maneira.
De todas as etapas do meu trabalho, a que eu mais gosto e por isso o escolhi, foi a parte da pesquisa, desenvolvimento do conceito, tema e criação da estampa, mais do que isso, parte do meu prazer está em “apresentar” a estampa que nasceu exatamente para suprir uma necessidade específica.
Por isso eu não conseguia tratar minhas estampas como descartáveis.
Por isso, não conseguia trocar as estampas de acordo com as “tendências” propostas por um mercado que só visa lucrar.
Ver pessoas escolhendo estampas, passando bandeira por bandeira sem se interessar em seu significado, sem saber porquê aquela mancha estava ali, isso aos poucos me corroía.
Foi então que eu entendi que gosto de vender histórias. Gosto de vender significados.
Estampas que sobrevivem ao tempo da moda, que são guardadas no guarda-roupa com um tratamento especial, com carinho.
As pessoas não compram porque é azul e combina com o sapato. Muito menos porque viram uma famosa usando algo parecido.
As pessoas compram as emoções que a estampa trás, memórias, fantasias.
Os clientes que me contrataram e permitiram trabalhar com a alma, comercializam as minhas estampas independente das coleções. Vejo desenhos meus no mercado por 4, 5 anos consecutivos.
Não enjoam, não saem de moda.
É complicado se impor no mercado desta maneira e explicar para o cliente a sua necessidade. Aí você se lembra daquelas primeiras aulinhas de marketing no colegial, que ensinava que o cliente não sabe do que precisa até que você o ensine.
Resgatar o valor de uma estampa, o seu sentido e a sua função para um produto e para um mercado virou a minha missão.

Em tempo: não estou falando que os estúdios de estampas estão errados. Eles estão fazendo o seu trabalho, suprindo um tipo de mercado e fico feliz por ter alguém que não eu para realizar esse trabalho. Estou apenas explicando aqui como eu gosto e pretendo trabalhar, nada mais.